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23/07/2008 - 13:40

Eleição no Botafogo pode ter candidato único

Gazeta Press / Placar

Rio de Janeiro (RJ) - Apesar de as eleições para presidente do Botafogo estarem marcadas apenas para novembro, o momento político do clube já começa a chamar atenção, com situação e oposição se movimentando para lançar seus nomes. Essa semana surgiu a possibilidade de um nome de consenso entre todas as correntes do clube ser candidato único.

Trata-se do empresário Manoel Renha, que vem ajudando o presidente Bebeto de Freitas desde que este assumiu em seu primeiro mandato, em janeiro de 2003, e que também conta com o respaldo dos oposicionistas.

Manoel Renha só não foi lançado como candidato de consenso porque ainda não definiu se vai se candidatar. Ele tenta convencer os familiares a aceitarem que ele assuma a presidência do Botafogo, o que o forçaria a se afastar de suas atividades profissionais.

Além disso, Manoel Renha só vai concorrer se conseguir convencer um grupo de empresários a ajudá-lo nesta empreitada, criando um fundo de investimento no valor de R$ 50 milhões, o que tornaria a sua administração viável. O primeiro encontro entre Renha e esses empresários aconteceu na noite de terça-feira.

Caso o empresário seja candidato Bebeto de Freitas vai se afastar do Botafogo para cuidar da vida pessoal. Ele teria até mesmo a proposta de um clube italiano para cuidar do departamento de esportes amadores. Mas caso não aceite, Bebeto seguirá no Alvinegro, provavelmente como presidente da Botafogo S&A.

Sem Manoel Renha na disputa a situação terá que escolher seu candidato entre dois nomes: Ricardo Rotemberg, atual colaborador do departamento de futebol, e o deputado estadual João Pedro Figuera.

"Não quero ser candidato e acredito que ninguém queira nesse grupo que hoje está no Botafogo, já que o Manoel Renha é uma unanimidade e tenho fé de que ele vai aceitar essa caminhada. Mas do contrário não vou faltar ao Botafogo, pois quem está dirigindo o clube atualmente deve permanecer, já que foi com esse grupo que o Botafogo voltou a crescer e resgatou a sua credibilidade", disse Rotemberg.

O colaborador faz parte do grupo político de Bebeto de Freitas e do ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, que teve seu nome especulado, mas descartou qualquer possibilidade de voltar ao cargo que o consagrou com o título brasileiro de 1995.

Ainda no cenário sem Manoel Renha, a oposição não aceita nenhum outro nome indicado pela situação e acena lançar Antônio Carlos Mantuano, candidato derrotado por Bebeto de Freitas na eleição passada. O apoio seria dado por ex-presidentes do clube como Mauro Ney Palmeira, campeão da Copa Conmebol de 2003, mas apontado como o grande responsável pelo rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2002, e José Luiz Rolim, que dirigiu o clube entre 1997 e 1999.

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