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Relembre como foi a cobertura da Abril na Olimpíada de Pequim
25/08/2008

JIMMY PAGE: BÊBADO ESPORTISTA

Fui ao delírio quando vi o bom e velho inglês Jimmy Page, 64 anos, eterno guitarrista do Led Zeppelin, soltar o braço no encerramento da Olimpíada.

Ao lado da cantora Leona Lewis, Jimmes Patrick Page tocou Whole Lotta Love, clássico do dirigível de chumbo – que, na minha humilde opinião, é uma das melhores músicas de todos os tempos. O som marcou a passagem do ciclo olímpico para Londres.

O curioso é que não foi a primeira vez que Page associa sua ébria biografia ao esporte. Torcedor do Chelsea, ele já jogou futebol no vídeoclip da canção Perfect Strangers, dos também ingleses do Deep Purple, em 1984.
Escrito por Bruno Favoretto às 18:39
22/08/2008

KIA, PODE CHEGAR, A CASA É SUA. INFELIZMENTE

Nos anos 80, Renato Russo dizia que o Brasil é o país do futuro. É, sim, um território onde a Justiça não prevalece.

Digo isso porque – entre MILHÕES de outros motivos – o Supremo Tribunal Federal (STF) validou o pedido de liminar de habeas corpus de Kia Joorabchian. Agora o iraniano, acusado de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, pode vir ao Brasil. Quem sabe vestir uma bela sandália de dedos e passear pela orla de Copacabana, visitar o Pelourinho, a Lagoa da Pampulha...

Kia tinha a prisão decretada pela 6° Vara Criminal da Justiça Federal (SP). Mas isso não importa, ele pode vir para cá na boa, mesmo depois de comprovada a ligação da MSI – representada por ele – com a máfia russa.

Quase igual ao tratamento dado a um cidadão brasileiro que quer, por exemplo, entrar na Espanha. Tenho uma amiga, muito inteligente e honesta, que quer fazer um curso em Barcelona. Viabilizar a situação está sendo um parto: atestado de antecedentes criminais, sanidade mental e mais uma infinidade de burocracias.

Mas o Brasil é hospitaleiro e trata bem os acusados. Continuemos assim: o país do futuro! E da palhaçada. Pode chegar, Kiazinho.

Escrito por Bruno Favoretto às 19:39
21/08/2008

A ORIGEM DO PROBLEMA

Quando as mulheres brasileiras do futebol conseguiram a medalha de prata em Atenas, muitas promessas foram feitas: uma liga seria criada, a mídia apoiaria, mas nada aconteceu.

Quatro anos se passaram e mais uma vez os EUA levaram vantagem. Coincidência? De jeito nenhum, já que as americanas disputam um campeonato nacional amparadas pelas universidades, o que não acontece aqui. Será que um dia isso mudará?

Veja o caso da goleira Bárbara, titular da Seleção. A pernambucana está desempregada.

Não dá para cobrar bons resultados de nenhum esporte, a não ser do badalado futebol masculino e seus jogadores fleumáticos.

Paremos para pensar: o Brasil gastou mais de 1,5 bilhão de dólares em preparações e novas construções para o Pan do Rio de Janeiro. Ironicamente, a única medalha de ouro conquistada em Pequim foi de um nadador que treina na terra do Tio Sam.

Alguma coisa está errada. Enquanto os governantes não incentivarem a prática nas escolas, não vai rolar.

Se alguém puder apontar a origem do problema para Carlos Arthur Nuzman, Orlando Silva, talvez tenhamos uma luz no fim do túnel. Quem sabe em Londres conseguiremos superar potências como Cazaquistão, Geórgia...
Escrito por Bruno Favoretto às 17:06
19/08/2008

TREINADOR RESPIRA POR APARELHOS

Imagine um velório de uma pessoa que sofreu com uma doença terminal por um período considerável. Aí aparece uma tia do interior que destila o seguinte comentário: “Ele descansou”.

É mais ou menos o que deve acontecer com o Dunga, defunto da vez no futebol brasileiro. É isso que dá delegar um cargo diretivo a um profissional sem experiência. Alguém pode supor que, por exemplo, um repórter comece sua carreira de jornalista como diretor de redação?

Está certo, Carlos Caetano assumiu com a missão de fazer com que os filhos da pátria não fugissem à luta, ou seja, resgatar a brasilidade, o compromisso dos atletas com o país. Entrou em rota de colisão com a imprensa, cedeu à pressão do cartola-mor e naufragou.

Dunga acredita que vai permanecer, entretanto eu – e qualquer indivíduo sensato – duvido. Como diz o bom e velho lugar-comum, alguns males vêm para o bem. Se o Brasil levasse o ouro, como venceu a Copa América, ele acabaria durando até a África do Sul. É isso que você quer?

Escrito por Bruno Favoretto às 15:25
14/08/2008

SUPER NONNO PENDURA AS LUVAS

Historicamente, os goleiros costumam ter maior longevidade no futebol. É só lembrar do italiano Dino Zoff, que encerrou a carreira em 1983, aos 41 anos.

O inglês Peter Shilton atuou até os 46 anos, quando pendurou as luvas no inexpressivo Leyton Orient, de sua terra natal. Outro britânico, Pat Jennings, da Irlanda do Norte, completou 41 primaveras no meio da disputa de sua segunda Copa do Mundo, em 1986, no México.

O fato é que mais um arqueiro europeu-ancião anunciou o fim de uma epopéia debaixo das três traves.

Marco Ballotta, 44 anos de vida, pediu para sair. Depois de 27 anos como profissional – isso mesmo, quase três décadas.

Revelado no Bologna, o guarda-metas careca estava na Lazio. A torcida romana até fez um vídeo com bons momentos do “super nonno” (super vovô). Confira:



Ballotta também passou por Modena, Reggina, Inter e Parma, onde deixou Taffarel na reserva.

Dizem que ele pode assumir a direção esportiva do Modena. Isso, claro, depois de descansar um pouco e gastar o dinheiro conquistado depois de 27 anos tomando boladas. Oh, vida ingrata. Goleiro sofre...

Escrito por Bruno Favoretto às 16:21
12/08/2008

SE NÃO FOSSE O ELIVÉLTON...

Se você é cruzeirense, o dia 13 de agosto é mais que especial: marca 11 anos da conquista do bi da Libertadores.

Uma disputa apertadíssima. No dia 6 de agosto, em Lima, contra o peruano Sporting Cristal, um 0x0 de dar sono – a não ser para os celestes, que se encheram de ânimo para a volta.

No Gigante da Pampulha, um placar anoréxico que valeu mais que qualquer goleada da era Alex-Luxemburgo: 1x0, gol de Elivélton Alves Rufino, o gago mais pé quente do Brasil (já havia marcado o tento do título paulista em 1995, pelo Corinthians). Veja o gol:



Essa o tal de Balerio engoliu. Confira o casting do filme do título:

Cruzeiro 1 x 0 Sporting Cristal
Mineirão - 13/08/1997
Público: 96 mil pagantes
Gol: Elivélton (75 minutos)

Cruzeiro: Dida, Vítor, Gelson Baresi, Gottardo e Nonato; Donizete Oliveira, Fabinho, Ricardinho (da Silva) e Palhinha; Marcelo Ramos e Elivélton. Técnico: Paulo Autuori.

Sporting Cristal: Balerio, Rivero, Marenga, Astegianno e Solano; Jorge Soto, Torres (Serrano), Garay e Amoako (Carmona); Julinho e Bonnet (Habrahanshon). Técnico: Sérgio Markarián.

Escrito por Bruno Favoretto às 19:34
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26/08/2008
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