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Relembre como foi a cobertura da Abril na Olimpíada de Pequim
27/08/2008

Só até sábado

A sensação é de liquidação total. Faltam 15 minutos para a loja fechar e o sujeito precisa escolher o produto, ir para o caixa e passar o cartão de crédito. A loja, no caso, é o futebol brasileiro. O sujeito é o cartola da Europa e o produto são os nossos jogadores. A janela do futebol europeu fecha no dia 31 de agosto e, na prática, todos os negócios precisam ser sacramentados até sábado.

Esse grande e nervoso feirão pode decidir o Campeonato Brasileiro. Alex Silva, do São Paulo, está partindo para o Hamburgo-ALE. Fará tanta falta? O São Paulo trouxe dois para o seu lugar, Rodrigo e Anderson. Miranda deve voltar logo. Na teoria, nada tão sério. Na prática, "Alex Pirulito" era a bola alta de qualidade na frente e atrás. Existe o risco de Hernanes partir também. Aí é mais sério. Jogador diferente, ambidestro, volante com habilidade de meia. Pouco se fala de negociação agora. Eis o perigo. As negociações silenciosas são as mais eficazes. Até o fim de semana, o torcedor são-paulino cruza os dedos.

O torcedor colorado está em pânico. Se tudo desse certo, ainda daria para obter a vaga para a Libertadores. Algo mais do que simbólico, já que 2009 é o ano do seu centenário. O Inter já perdeu o goleiro Renan para o Valência. Nilmar tem chance razoável de ir para o Zaragoza-ESP, Alex para Alemanha ou mundo árabe. Seriam duas tragédias na reta final do campeonato.

O Brasileiro fez brilhar outros jogadores. Com a força do Euro, quem aparece bem vira presa fácil para clubes de fora no momento em que a janela está quase se fechando. Ou será que ninguém está vendo a bola de Keirrison e Carlinhos Paraíba (Coritiba), Marquinhos (Vitória), Juan e Leonardo Moura (Flamengo), Conca e Thiago Silva (Fluminense), Léo e Willian Magrão (Grêmio), Ramires (Cruzeiro)? Outros jogadores também fazem um bom campeonato, casos de Alex Mineiro e Kléber Pereira, mas por estarem em idade mais avançada, não despertam o mesmo interesse. De qualquer jeito, imagine como ficam esses times sem suas principais estrelas? Segunda-feira, quando a janela estiver cerrada, podemos ter um outro Brasileirão...

Escrito por Sérgio Xavier às 11:02
26/08/2008

Flu a perigo

Pode parecer inoportuno afirmar que dos cariocas o quadro mais preocupante é o do Fluminense, justamente agora que o time emergiu da zona do rebaixamento, depois de um turno inteiro estacionado no lado de baixo da tabela.

Em pouco tempo Cuca tratou da terra arrasada e deu alguma organização tática para uma equipe que era uma bagunça só. Se no campo e na tabela houve avanços, as novidades do balcão da bola, ao contrário, são ruins para as bandas das Laranjeiras. Thiago Neves se encaminha para o acerto com o futebol espanhol e Conca deve ir na mesma direção, tendo como destino a Alemanha. Eles devem dar seqüência ao desmanche pós-Libertadores, que começou com as saídas de Gabriel e Cícero.

O êxodo não fica nisso. O clube anunciou a rescisão com Dodô, estrela-mor da companhia no projeto Libertadores. Dodô é um caso à parte. Com o passar do tempo, ele se transformou num jogador eminentemente de área. Só que na posição o clube conta com Washington, que tem sido bem mais eficiente que ele. As melhores atuações de Dodô foram quando ele começou no banco. Mas sua egolatria não lhe permitiu enxergar isso. Dodô poderia ser utilíssimo como reserva do ataque e brilhar entrando no decorrer dos jogos, quando os adversários já não têm o fôlego inicial. Não se trata de desprestígio nenhum. Outros craques veteranos, como Bergkamp e Nedved, fizeram e fazem isso no fim de carreira. Ah, mas estrela brasileirá é diferente.

Se a debandada se confirmar, o Fluminense viverá situação periclitante no Campeonato Brasileiro. Na sexta se fecha a temporada de transferências na Europa. Ou seja: a partir daí, reforços só na Série B. Na verdade, a origem do problema está no mau planejamento, que foi calcado na contratação de três estrelas dispendiosas e de características idênticas - tanto que duas delas já foram embora. Ou o clube corre contra o tempo e refaz o elenco ou corre o risco de penar na rabeira da tabela até o fim da competição. Cuca é ótimo treinador, mas não faz milagre.

Escrito por Sérgio Garcia às 12:14
26/08/2008

Eles precisam perder...

Vanderlei Luxemburgo é um mestre, não apenas nas vitórias. Ele também sabe perder, quando necessário. Contra o Vasco, no jogo de ida da Sul-Americana, conseguiu tomar um 3 x 1 de um time desfigurado do Vasco. Não sei como. Luxemburgo sabe que a Sul-Americana é um estorvo na vida palmeirense. A taça vale menos que a classificação para a Libertadores. E olha que ganhar uma competição mata-mata exige muita energia, não é fácil. Ou seja, um esforço descomunal para vencer algo desimportante e tirar o foco para aquilo que interessa. Maior roubada.

No São Paulo, Muricy e Rogério Ceni (que é uma espécie de dirigente de chuteiras) desprezam a competição. Mas será difícil perder do Atlético-PR em casa sem dar na vista. A conferir. No Sul, o Grêmio coloca time reserva contra o Inter. Só que o Olímpico deve estar apinhado de gente, não há como não levar um jogo desses a sério pela rivalidade. Para o Inter, um tanto perdidão no Brasileiro, a competição compensa. O Galo encara o Botafogo precisando virar o marcador do Engenhão. Para o Atlético-MG, que só apanhou no ano do seu centenário, um título vale muito. Até a Sul-Americana. O Botafogo, que arrancou no Brasileiro, deveria botar o torneio no lixo. 

Isso tudo é a parte lógica. Mas como combinar tanto crime com tanto jogador em campo? Quem deveria "entregar" o jogo e se dedicar à competição mais importante no final das contas acaba jogando para vencer. Futebol é assim, e ainda bem. Com exceção de Vanderlei Luxemburgo, que é um mestre. Já aconteceu quando ele dirigia o Santos. Luxa sabe perder os jogos que não valem a pena.    

Escrito por Sérgio Xavier às 11:50
25/08/2008

Fracasso olímpico?

Os Jogos Olímpicos já terminaram neste domingo, mas é curioso como o desempenho brasileiro em Pequim está sendo avaliado. Pelo que está dito nas rádios e TVs e escrito nos jornais, o Brasil foi um fracasso. Amareladas, papelões, pelo visto foi isso que ficou das Olimpíadas. Mas será que fomos tão mal assim?

Pelo critério pseudo-oficial de medalhas de Ouro, o Brasil ficou com a segunda melhor classificação da história com três ourinhos. Pelo critério de número total de medalhas, foi o melhor desempenho, empatado com Atlanta 96. Lá, foram 15 medalhas, o mesmo número de Pequim.

Sinceramente, nenhum desses critérios numéricos me satisfaz. Nenhum deles mede se melhoramos ou não nos esportes. Prefiro um outro, muito mais subjetivo. Fomos para Pequim para passear ou disputar finais? Se foi para passear, gastamos muito mal o dinheirão investido. Se foi para efetivamente brigar por pódio, talvez tenha valido a pena. Nas Olimpíadas passadas ganhamos dois ouros no iatismo, dois no vôlei e um no hipismo. Isso é ser potência olímpica?

Em Pequim, o Brasil disputou algumas finais com chances de medalha no atletismo além do ouro de Maurren Maggi. Na natação, além do ouro de Cielo, foram outras chances de medalha com Thiago Pereira, na maratona aquática, etc. Teve futebol, judô, vôlei, hipismo e iatismo, como sempre. Mas teve também taekondô, boxe e até ginástica artística. Talvez a derrota no último dia do vôlei masculino tenha deixado uma má impressão no final. Mas se não fomos um sucesso estrondoso, certamente também não fomos este fracasso todo.
Escrito por Sérgio Xavier às 20:00
24/08/2008

O Grêmio se deu bem...

Parece estranho dizer que um time que pega o avião para dois jogos fora de casa e volta com um mísero pontinho na bagagem tenha se dado bem. Mas foi o que aconteceu com o líder Grêmio neste início de turno.

O desafio tricolor era dos mais complicados depois de ser o campeão do primeiro turno. Abria a segunda fase contra o São Paulo no Olímpico, encarava Flamengo e Náutico fora de casa. Três pedreiras, por razões diferentes. O São Paulo é forte como visitante, o Flamengo usa bem o Maracanã e o Náutico, desesperado no pasto dos Aflitos, é sempre osso duro. Qualquer conta de dirigente otimista torceria por quatro pontos nos três compromissos indigestos. Justamente o que fez o Grêmio. Vitória contra o tricolor paulista, derrota para o Flamengo e empate com o Náutico. Os quatro pontos cresceram de tamanho porque os principais perseguidores não dispararam. O Cruzeiro perdeu suas duas fora de casa e somou apenas três pontos. O São Paulo fez os mesmos quatro pontos nas três primeiras rodadas do turno e o Palmeiras foi ligeiramente melhor conseguindo seis pontos. O Botafogo foi melhor, mas estava mais atrás, ainda está sete pontos na cola dos gaúchos.

O Grêmio acabou o primeiro turno com cinco pontos de vantagem sobre o vice-líder. Continua com a mesma diferença, o que mudou foi o nome do vice, antes Cruzeiro, agora Palmeiras. Na próxima rodada, os gremistas recebem o cambaleante Vasco. Se vencerem no mínimo mantém os cinco pontinhos. E o tempo vai passando. Alguém segura o Grêmio?

Escrito por Sérgio Xavier às 22:19
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Confira quem são os verdadeiros donos dos jogadores que defendem 14 times do país
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Manager Zone
26/08/2008
Você acha que o estilo Agressividade durante o jogo do seu time, como Agressivo, Normal ou Passivo pode influenciar no resultado? De que maneira? Por quê?

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